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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Icteridae
 Vigors, 1825
Subfamília: Sturnellinae
 Chenu & Des Murs, 1853
Espécie: S. magna

Nome Científico

Sturnella magna
(Linnaeus, 1758)

Nome em Inglês

Eastern Meadowlark


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pedro-ceroulo

O pedro-ceroulo é um Passeriforme da família Icteridae. Conhecido também como peito-amarelo-ceroulo.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) sturnus = estorninho; e do (latim) magna, magnum, magnus = grande. ⇒ Estorninho grande.

Características

Mede cerca de 21 cm de comprimento. São castanhos claro marcados com estrias pretas, com a garganta, peito e ventre amarelo brilhante. O peito amarelo é adornado por uma mancha preta em forma de “V”. Os flancos do peito e do abdome são claros e apresentam estrias pretas. A cabeça apresenta os lores amarelos, sobrancelha clara, uma distinta faixa pós-ocular preta e face clara. A coroa apresenta o píleo claro, quase branco e delimitado por duas faixas pretas. As asas são curtas e arredondadas e apresentam nas rêmiges, barrado escuro. Embora a maior parte da cauda curta seja marrom com barrado marrom escuro, as penas retrizes exteriores são brancas, sendo visíveis durante o voo da ave. O bico é pontudo e longo. A maxila é escura e a mandíbula possui sua porção proximal cinza-azulada. Os tarsos e pés são rosa-acinzentados. Os olhos são escuros e apresentam anel periocular de coloração clara.
A fêmea assemelha-se ao macho, mas é menor.
O jovem da espécie é muito mais pálido e apresenta o peito e ventre com amarelo menos intenso e a mancha preta em forma de “V” menos pronunciada que a dos indivíduos adultos.

Subespécies

Possui dezesseis subespécies:

(Clements checklist, 2014)

Alimentação

Sua dieta é composta por cerca de 70 a 75% de insetos, como gafanhotos, grilos, besouros, formigas, aranhas e vespas. Eles andam no terreno no gramado, cheio de ervas daninhas e estradas à procura de insetos. No inverno, quando os insetos ficam escassos eles comem grãos e sementes de ervas daninhas.

Reprodução

Os machos são polígamos e podem ter duas ou três fêmeas em seu território. A construção do ninho é tarefa executada pela fêmea, que constrói o ninho no chão, utilizando gramíneas secas, acículas de pinheiro, crina de cavalo, e hastes da plantas. O ninho é em forma de cúpula, com a entrada do lado e construído no terreno em campos, plantações de milho ou pomares. A postura é de 4 a 5 ovos e ocorre ao longo dos meses de abril a agosto. Os ovos são brancos com manchas marrom escuro ao roxo. A fêmea incuba os ovos e a incubação leva de 13 a 14 dias. Ambos os pais alimentam os jovens, mas o macho geralmente traz a comida e a entrega para a fêmea e esta alimenta os filhotes. O primeiro jovem deixa o ninho por volta de 11 a 12 dias de idade.

Hábitos

É localmente comum em campos abertos e pastagens com árvores e arbustos esparsos. Anda pelo chão, podendo agachar-se ou voar baixo se ameaçado, voltando a esconder-se adiante, na vegetação rasteira. Empoleira-se não muito alto para cantar, em arbustos ou postes de cercas.
Na primavera, o macho exibe suas cores e seu canto alto com notas alarmantes a partir de um ponto alto ou do topo de um mourão de cerca. O intuito é de deixar claro para outros machos da espécie que aquele é o seu território. A vocalização nesta época tem o objetivo de advertir os outros machos para ficarem longe das fêmeas presentes no território. Tal território pode atingir uma área entre 12 e 60 mil metros quadrado

Distribuição Geográfica

Presente localmente na Amazônia brasileira, em áreas abertas no noroeste do Amazonas (Uaupés), Roraima, Amapá, Ilha de Marajó (Pará) e baixo Rio Tocantins (Cametá, Pará). Encontrado também do Canadá e América Central às Guianas, Venezuela e Colômbia.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos